terça-feira, 14 de junho de 2011

Francisco Ernesto Oliveira Martins homenageado no Dia dos Açores 2011


O Sr. Francisco Ernesto Oliveira Martins bem mereceu e merece ser homenageado em Vida, por tudo o que contribuiu pela cultura e história da nossa terra... mais concretamente pela história da arquitectura, mobiliário e escultura dos Açores.
Só recentemente surgiram livros sobre a Arquitectura dos Açores, no entanto , já ele tinha lançado em 83 um excelente inventário que me acompanha aqui na minha biblioteca, entre outros livros dele.
Um bem haja ao Sr. Francisco por todo o seu legado, e que também me ajudou na minha prova final de curso com a sua disponibilidade e sabedoria, fazendo-me sonhar e adivinhar o que seria Angra no seu assentamento.
A sua vida não passou em vão, foi uma vida cheia, e felizmente partilhou parte dessa vivência através dos documentos que editou, de forma criativa e não tendo como certa toda a literatura histórica produzida até então, questionando sempre e tentando perceber a razão das "coisas".
Todos os livros que já não se encontram no mercado deveriam ser reeditados pois só se encontram exemplares já esgotados a preços elevados em alfarrabistas nacionais e internacionais!

Parabéns Sr. Francisco e que conte muitos mais anos entre nós.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Trienal de Arquitectura

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Arquitectura de palavras

carta

Ao som de Zeca de Medeiros, a música Torna Viagem… dói tanto ouvi-la…

”vem esquecer ventanias e vendavais”, “serei o barco tu serás o cais”, “esta noite não hei-de morrer”…

Só me apetece chorar.

Tenho saudades da ilha, ou melhor, do espaço que existe entre as ilhas, invadido pelo mar. Este vazio que tenho no meu coração é como uma cratera de um vulcão extinto sem forças para emergir.

Saudades… nostalgia… este aperto no peito, esta inquietação, as lágrimas redondas e pesadas… espaçadas.

Apetece-me partir, zarpar no primeiro barco, sem olhar para trás… e que o vento salgado seque as minhas lágrimas. E eu, enrolada e agasalhada numa manta feita de retalhos, de pedaços de mim.

O destino, o cais de chegada, o rumo, pouco importa, quero ir ao sabor das ondas, da correnteza… e atracar quando estiver vazia e cansada de mim.

De que serve a terra firme se é feita de margens, de distâncias que nos separam.

Já não vivo sem este sentimento ilhéu, longe do mar, longe da ilha, longe de mim.

A saudade mata mas permite o sonho enlevado de te Ter como quero, fantasiando uma história que nunca se concretizará de certo.

A solidão, os passos ao compasso da maresia ao longo da costa. Tento desvendar o que me diz o mar… detentor da mais antiga sabedoria, Ansião do universo…

O ritmo inconstante da maré e eu calada. Não há nada a fazer. Ficarei no cais na iminência da minha desgraça.

No horizonte uma neblina…reflexo da minha mente turva.

Quero libertar-me de Ti. Liberta-me! Liberta-me como quem solta as amarras de uma embarcação deixando-a à deriva da sua sorte. É certo o naufrágio. É certa a dor da perda. Conseguirei viver da réstia de sonho do que podia ter sido. Conseguirei subsistir com a lembrança das tuas palavras confessadas por desespero.

Serei sempre eu a ficar em terra, e tu embarcadiço da tua solidão, navegando de encontro ao desconhecido, arriscando tudo.

Devolveste-me ao Sonho. E eu devolvo-te a Ti.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010