quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Baía de Angra...

Ao folhear o Triste vida leva a garça de Álamo de Oliveira, editado em 1984, adquirido ontem em segunda mão e já em mau estado deparei-me com este poema intitulado "Baía"... fez-me recordar precisamente esta baía, que será sem dúvida a de Angra do Heroísmo. A angra (pequena baía, enseada) que antes de ser marina se abria ao mar sem molhes nem amarras.
Tenho saudades do que era... mesmo não tendo barcos... e que foi de facto oferecida "ao primeiro bando de gaivotas"...

Baía

"não temos barcos na baía:
o cais come a sua inveja no cimento
e povoa o seu deserto
com o silêncio dos peixes.
os guindastes lembram dedos sem mãos
que apontam ferreamente a cidade
pela ausência de movimento.

todos sabemos que é verdade:
- não temos barcos na baía.
vamos oferecer o cais
ao primeiro bando de gaivotas."

In Triste vida leva a garça de Álamo Oliveira, p.42


Imagem fornecida pelo extinto Gabinete da Zona Classificada de Angra do Heroísmo

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Inauguração Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos | Faial

Foi inaugurado no passado fim-de-semana o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, obra do Arqt. Nuno Lopes e já alvo de um post neste blog: http://jcarquitectura.blogspot.com/2008/04/centro-de-interpretao-do-vulco-dos.html


A cerimónia foi animada pela presença das companhias francesas Retouramont e Des Quidams que proporcionaram um bonito e original espectáculo.

Imagem retirada da internet.



quarta-feira, 30 de julho de 2008

...

Não vejo forma de conseguir visitar a exposição do Corbusier em Lisboa...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Conferência das Cidades | Augusto Mateus

No contexto da Ambitech Açores 2008, que decorreu em Ponta Delgada, assisti a uma excelente conferência intitulada "Reabilitação Urbana" proferida por Augusto Mateus.
Curiosamente foi a palestra deste economista, autor do conhecido Plano Mateus, que mais interesse me despertou. Estando ele a preparar o Plano de Ordenamento do Território da Ota, defende que as cidades devem ter passado, presente e futuro, e que os políticos devem pensar menos no presente e mais no futuro.
Segundo o orador é necessário gerir os grandes ciclos de vida da urbe, integrar os eixos de sustentabilidade, preservar a diversidade arquitectónica, reabilitando o Património edificado e renovando os centros históricos. Mudar o paradigma dos modelos de habitação, produzir e manter "habitats" em vez de "Casas", equilibrar arrendamento e propriedade e fomentar o espaço de acção de empresas qualificadas. Fundamental também é relançar a atractividade dos fundamentos das "cidades", espaço de oportunidades, mobilidade, liberdade de escolha, "passeio público", conhecimento e cultura.
Gerar dinâmicas de coesão, favorecer a integração social, reabilitar bairros sociais, tendo em conta que as periferias devem ser cuidadas tal como os centro urbanos.
Inprescindivel fomentar as sinergias entre as diferentes funções urbanas (trabalhar, viver, aprender, conhecer, mover, visitar) favorecendo o aprofundamento da diferenciação e oferecendo novos espaços e oportunidades para a criatividade. Envolver nas operações de regeneração urbana uma dimensão relevante de maturação das "cidade do consumo e lazer", "cidade da cultura" e "cidade do conhecimento" aproveitando as oportunidades duradouras dos fluxos turísticos qualificados... em paralelo a tudo isto pensei em Angra do Heroísmo e no dilema de como poderemos "agarrar" e enfrentar este desafio.

"A cidade começa a definhar quando se começa a perder mobilidade."

domingo, 13 de julho de 2008

São Miguel | Arquitecturas


Edifício baixa de Ponta Delgada



Universidade dos Açores, edifício da Biblioteca


Portas do Mar, Arqt. Manuel Salgado

Urbanização de Santa Rita, Fajã de Baixo


Hotel Monte Palace


Casa Pacheco de Melo, Arqt. Pedro Maurício Borges

Habitação na Caloura

Habitação na Caloura

Igreja do Convento da Caloura

Vista da zona balnear da Caloura e Convento

Habitação na Caloura
Habitação na Caloura

Habitação baixa de Ponta Delgada
BCA de Vila Franca do Campo

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Poesia | Arquitectura

"(...) o amor é uma obra construída a quatro mãos (...)"

in Vôo da Garça de Luís Represas

Nota Importante

Quero esclarecer que, de acordo com informações fornecidas pelo Grupo Barcelos, a legalidade da construção referida no texto anterior deste blogue, não poderá ser colocada em causa, pois aquando do licenciamento da obra o PDM- Plano Director Municipal ainda não tinha entrado em vigor.