terça-feira, 8 de abril de 2008

Oscar Niemeyer homenageado

O arquitecto brasileiro, com um século de idade, será homenageado este fim-de-semana em Castelo Branco, por iniciativa da delegação distrital da Ordem dos Arquitectos. Conta-se com a presença e participação de Siza Vieira, Nuno Teotónio Pereira e Gonçalo Byrne, e do Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.
A homenagem será sábado, dia 12 de Abril, na Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco.

A linha curva ascendente poderia bem caracterizar o percurso da sua vida, arquitectada de sonhos, ambições e devaneios, muitos deles concretizados. A cidade de Brasília é apenas um exemplo do talento e genialidade deste Arquitecto que continua a projectar actualmente.



Brasília

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Projecto da futura Biblioteca de Angra

Será implantada no quarteirão a que pertence o Palacete Silveira e Paulo, a futura Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, projectada pela Arqt.ª Inês Lobo, vencedora do Concurso limitado por prévia qualificação.
Este edifício vem abrir "portas" e, quem sabe, mentalidades no que concerne à construção (aceitação) de exemplares de arquitectura contemporânea na cidade Património Mundial.
Por vezes tem-se a sensação de que é necessário projectos de "fora" para que haja aceitação pelas Entidades Licenciadoras e não só... Esta ideia de que tudo o que vem do exterior é melhor do que aquilo que é Nosso é muito Português! Como por exemplo, o Arqt.º brasileiro Paulo Mendes da Rocha, que foi convidado pelo Governo Português para projectar o novo edifício do Museu dos Coches, em Lisboa...
Deixando estas considerações de lado, penso que o projecto vencedor enquadra-se bem na morfologia urbana da cidade, desenhando novos espaços públicos, valorizando e deixando "respirar" alguns edifícios históricos, tais como o Palacete Silveira e Paulo, e o Solar de Nossa Senhora dos Remédios.
O quarteirão no qual se desenvolverá, há muito que necessita de uma reestrutração, no entanto coloco em causa se esta seria a melhor localização para o equipamento a construir.

"A Arquitectura tem uma certa violência, não é suave. É muito transformadora." Inês Lobo

sexta-feira, 4 de abril de 2008

25 anos Património Mundial

Um dos artigos publicados em 1983 que já adivinhava o alcance do estatuto de Angra do Heroísmo a Património Mundial nesse mesmo ano.
Este galardão permitiu que fosse preservado grande parte do nosso património, de outra forma teria sido inevitável controlar a reconstrução de uma cidade´"tremida".

Notícia do jornal União, 1983

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Portas do Mar à vista



No Díário Insular de 19 de Março de 2008, José Pedro Cardoso, Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, deixa no ar a possibilidade de tornar visíveis os vestígios arqueológicos das Portas do Mar, descobertos no final do séc. XX. Esta sugestão foi lançada novamente por Dr. Álvaro Monjardino, na sua última conferência no contexto das celebrações dos 25 anos da classificação de Angra a Património Mundial.
A solução a adoptar passaria por tornar visíveis os vestígios através de superficies transparentes, com o cuidado de iluminar e ventilar adequadamente o local, à semelhança de algumas intervenções já existentes, como por exemplo a Michaelerplatz (Viena, Áustria).


Michaelerplatz (Viena, Áustria)1992, Studio Hollein

terça-feira, 1 de abril de 2008

Intervenção Alto das Covas


Arquitectura Ramo Grande

Recentemente e com alguma frequência têm surgido artigos de jornal acerca da denominada arquitectura do Ramo Grande, disseminada em freguesias como Lajes, Vila Nova, Fontinhas, São Brás e Cabo da Praia.
Seria importante para salvaguarda dos exemplos que ainda persistem, a criação de legislação adequada para a zona em questão, onde se implantam.

No jornal Diário Insular de 1 de Abril de 2008 foi publicada a seguinte entrevista ao Arq.º José Parreira sobre esta temática:

DI: A chamada arquitectura do Ramo Grande parece ser fenómeno interessante de aproveitamento de materiais endógenos e de concepção de técnicas construtivas bem adaptadas a esses materiais. Porém, não se conhecem estudos sobre estas temáticas. Parece-lhe que o estudo aprofundado dessas casas poderia resultar em proveitos para hoje e para o futuro?
JP: Não existe futuro sem passado e nesse sentido, todo o conhecimento que vem desse passado ajuda a sedimentar e alicerçar o futuro. A arquitectura é também a formalização cultural de um povo e contribui de sobremaneira para a fortificação da identidade do mesmo. Por outro lado os processos vernaculares de ocupação do solo estão normalmente ligados a vivências e experiencias de séculos, conhecê-las ajuda-nos a evitar erros.

DI: Aquilo a que chamamos "Arquitectura do Ramo Grande" é mesmo uma arquitectura individualizada? É uma variante? É outra coisa qualquer?
JP: A “Arquitectura Açoriana” tem uma matriz mediterrânica que depois se individualiza pela forma como esta se adapta ao meio, aos materiais disponíveis, às influências culturais externas, etc. A “Arquitectura do Ramo Grande” insere-se a meu ver nesse espírito de adaptação e evolução com a vantagem de ser o reflexo de um ambiente de abundância e riqueza cultural.

DI: São conhecidas notícias sobre a utilização de ruínas de casas do Ramo Grande para outros fins. Parece-lhe que este tipo de construção ou arquitectura deveria estar protegida por lei de forma mais eficaz?
JP: A destruição de um bem cultural é sempre uma perda irrecuperável, mais ainda quando em meios pequenos como o nosso, o seu número é reduzido. Faz, portanto, todo o sentido preservar e proteger, mas também educar as pessoas a apreciar, de modo a que sejam elas os primeiros agentes dessa protecção.

DI: As casas do Ramo Grande nasceram ligadas a uma determinada concepção de lavoura. Mortas essa concepção e as prácticas (e até gostos, etc.) que lhe estavam associadas, ainda vale a pena preservar esse tipo de habitação?
JP: Na faculdade, havia um professor que nos dizia que a melhor prova da qualidade de um edifício era a sua capacidade para resistir ao tempo e aos usos. Nessa medida um espaço com qualidade admite sempre adaptações a novas funções ou a novas vivências. Se anda meio mundo em busca de história que perdeu ou que nunca teve, por que raio quem a tem, teima em a deitar fora?

segunda-feira, 31 de março de 2008

Arq.º Oscar Niemeyer | 100 anos

"Não é o ângulo recto que me atrai nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo, o universo de Einstein."


Oscar Niemeyer in Minha Arquitectura