quarta-feira, 2 de abril de 2008

Portas do Mar à vista



No Díário Insular de 19 de Março de 2008, José Pedro Cardoso, Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, deixa no ar a possibilidade de tornar visíveis os vestígios arqueológicos das Portas do Mar, descobertos no final do séc. XX. Esta sugestão foi lançada novamente por Dr. Álvaro Monjardino, na sua última conferência no contexto das celebrações dos 25 anos da classificação de Angra a Património Mundial.
A solução a adoptar passaria por tornar visíveis os vestígios através de superficies transparentes, com o cuidado de iluminar e ventilar adequadamente o local, à semelhança de algumas intervenções já existentes, como por exemplo a Michaelerplatz (Viena, Áustria).


Michaelerplatz (Viena, Áustria)1992, Studio Hollein

terça-feira, 1 de abril de 2008

Intervenção Alto das Covas


Arquitectura Ramo Grande

Recentemente e com alguma frequência têm surgido artigos de jornal acerca da denominada arquitectura do Ramo Grande, disseminada em freguesias como Lajes, Vila Nova, Fontinhas, São Brás e Cabo da Praia.
Seria importante para salvaguarda dos exemplos que ainda persistem, a criação de legislação adequada para a zona em questão, onde se implantam.

No jornal Diário Insular de 1 de Abril de 2008 foi publicada a seguinte entrevista ao Arq.º José Parreira sobre esta temática:

DI: A chamada arquitectura do Ramo Grande parece ser fenómeno interessante de aproveitamento de materiais endógenos e de concepção de técnicas construtivas bem adaptadas a esses materiais. Porém, não se conhecem estudos sobre estas temáticas. Parece-lhe que o estudo aprofundado dessas casas poderia resultar em proveitos para hoje e para o futuro?
JP: Não existe futuro sem passado e nesse sentido, todo o conhecimento que vem desse passado ajuda a sedimentar e alicerçar o futuro. A arquitectura é também a formalização cultural de um povo e contribui de sobremaneira para a fortificação da identidade do mesmo. Por outro lado os processos vernaculares de ocupação do solo estão normalmente ligados a vivências e experiencias de séculos, conhecê-las ajuda-nos a evitar erros.

DI: Aquilo a que chamamos "Arquitectura do Ramo Grande" é mesmo uma arquitectura individualizada? É uma variante? É outra coisa qualquer?
JP: A “Arquitectura Açoriana” tem uma matriz mediterrânica que depois se individualiza pela forma como esta se adapta ao meio, aos materiais disponíveis, às influências culturais externas, etc. A “Arquitectura do Ramo Grande” insere-se a meu ver nesse espírito de adaptação e evolução com a vantagem de ser o reflexo de um ambiente de abundância e riqueza cultural.

DI: São conhecidas notícias sobre a utilização de ruínas de casas do Ramo Grande para outros fins. Parece-lhe que este tipo de construção ou arquitectura deveria estar protegida por lei de forma mais eficaz?
JP: A destruição de um bem cultural é sempre uma perda irrecuperável, mais ainda quando em meios pequenos como o nosso, o seu número é reduzido. Faz, portanto, todo o sentido preservar e proteger, mas também educar as pessoas a apreciar, de modo a que sejam elas os primeiros agentes dessa protecção.

DI: As casas do Ramo Grande nasceram ligadas a uma determinada concepção de lavoura. Mortas essa concepção e as prácticas (e até gostos, etc.) que lhe estavam associadas, ainda vale a pena preservar esse tipo de habitação?
JP: Na faculdade, havia um professor que nos dizia que a melhor prova da qualidade de um edifício era a sua capacidade para resistir ao tempo e aos usos. Nessa medida um espaço com qualidade admite sempre adaptações a novas funções ou a novas vivências. Se anda meio mundo em busca de história que perdeu ou que nunca teve, por que raio quem a tem, teima em a deitar fora?

segunda-feira, 31 de março de 2008

Arq.º Oscar Niemeyer | 100 anos

"Não é o ângulo recto que me atrai nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo, o universo de Einstein."


Oscar Niemeyer in Minha Arquitectura

Esquissos



NOVA LEGISLAÇÃO | instrução de processos camarários

Recentemente entrou em vigor a Lei n.º 60/2007de 4 de Setembro , que consiste na sexta alteração ao Decreto-Lei n.º555/99 de 16 de Dezembro. Esta legislação, que remete para a Portaria 232/2008 de 11 de Março, novamente actualizada serve de base aos técnicos projectistas na instrução de processos de licenciamento municipal de loteamentos urbanos, obras de urbanização e de obras particulares.
Felicito a Câmara Municipal da Praia da Vitória pela sua iniciativa em promover uma Sessão de Esclarecimento sobre esta Lei, que decorreu a 18 de Março nos Paços do Concelho. Esta proveitosa reunião não só serviu para clarificar as implicações prácticas desta Lei , como também foi possível esclarecer outras dúvidas relacionadas com os processos de Obras em geral.
Realmente é pena que outras instituições camarárias não se lembrem de promover também tais debates, pois actualmente as Câmaras exigem elementos diferentes aquando da entrega de processos de licenciamento tendo como base a mesma legislação.

CONFERÊNCIA "CASAS ECOLÓGICAS"


A conferência "Casas Ecológicas" promovida pelo Museu da Graciosa decorrerá nos dias 6 e 7 de Abril, no Centro Cultural de Santa Cruz da Graciosa. Será proferida pelo Arq.º Luís Faria, investigador e docente da Universidade Fernando Pessoa.

É uma boa oportunidade para dar um passeio à Graciosa e informar-se um pouco mais...

Não teria sido mal pensado trazer à ilha Terceira esta conferência.